Existem em Portugal oitoMonumentos Naturais, dos quais 6 estão relacionados com pegadas de dinossáurios. Na realidade, foi a antiga Pedreira do Galinha, o primeiro monumento Natural a ser classificado em 1996, pois dispõe dos maiores trilhos de pegadas de dinossáuiros no mundo. No seguinte ano, mais 4 geossitios foram classificados enquanto os restantes foram classificados em 2007, 2009 e 2019.
Entende-se por "Monumento Natural" uma ocorrência natural contendo caracteristicas impares que, pela sua singularidade, raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, exigem a sua conservação e a manutenção da sua integridade.
A classificação como Monumento Naturalpretende a proteção dos valores naturais, mais propriemente as marcas do património geológico, a salvagurada das suas características e zonas periféricas, tal com a criação de regras e objetivos que estaão definidas em regulamento especifico.
O Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém / Torres Novas, mais conhecido como a antiga Pedreira do Galinha ou pegadas de dinossáurios na Serra de Aire, é considerado um importantíssimo registo icnofóssil do período Jurássico médio.
Localiza-se na povoação do Bairro, a 10 km de Fátima, no extremo oriental da serra de Aire, uma das unidades geomorfológicas que compõem o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros - PNSAC.
Na laje calcária, onde as pegadas de dinossáurios se conservaram ao longo de 170 milhões de anos, podem ser observados 20 trilhos ou pistas, entre as quais as duas mais longos trilhos do mundo, com 142 e 147 m de comprimento, produzida por dinossáurios saurópodes, dos maiores seres que alguma vez povoaram o planeta Terra.
A sua classificação ocorreu com a publicação do Decreto Regulamentar 12/96 de 22 de Outubro e ocupa uma área de 54.01 ha.

Este monumento contêm um registo fóssil constituído por mais de 100 pegadas em pista produzida por dois quadrúpedes herbívoros e por carnívoros bípedes com mais de 120 m de comprimento, constituida por pegadas tridáctilas
Esta jazida, descoberta em 1996 numa pedreira desativada, localiza-se numa fina camada de calcário do Cretácico Superior com uma idade proxima dos 95 milhões de anos, considerada em toda a Península Ibérica, a mais recente.
Esta Jazida de pegadas de dinossáurios está situada no concelho de Sintra, freguesia de Belas e com a construção do túnel de Carenque na CREL tornou possivel a preservação deste geomonumento que é considerado um dos maiores trilhos conhecidos de um registo fóssil deste tipo.
A classificação ocorreu com a publicação do Decreto 19/97 de 05.maio e ocupa uma área de 6.09 ha.

Esta jazida apresenta dois trilhos de animais bípedes, um herbívoro e outro carnívoro, com diferentes direções em camada de calcário castanho amarelado associado a estratos de rochas areníticas e de areias consolidadas do Cretácico inferior com 130 milhões de anos.
Destaca-se uma pista de um dinossáurio quadrúpede herbivoro, que divide-se em dois sectores, com uma extensão aproximada de 50m. Existem outros trilhos que poderão pertencer a saurópodes mas deverão ser de jovens, pelas dimensões apresentadas.
Existem ainda pegadas atribuídas a dinossauros bípedes, carnívoros, que consistem em 4 pistas com pegadas tridáctilas, além de ser Encontradas pegadas que podem ter sido realizadas por um pequeno dinossáurio ornitópode.
Os icnofósseis na Baía dos Lagosteiros estão localizados no concelho de Sesimbra, mais propriamente a cerca de 1.5 km a Norte do Cabo Espichel. Esta jazida na área da paleoicnologia referente aos dinossáurios tem um interesse científico pela elevada qualidade, diversidade e distribuição das pistas.
A classificação ocorreu com a publicação do Decreto Regulamentar 20/97 de 07.maio e ocupa uma área de 7.09 ha.

Também localizados no concelho de Sesimbra, no Cabo Espichel, a jazida de icnofósseis da Pedra da Mua constitue um importante conjunto de ocorrências paleontológicas.
Os trilhos de dinossáurios conservadas nesta jazida são dos saurópodes e dos terópodes do Jurássico superior, 145 milhões de anos, pois revelam pormenores da anatomia das mãos e dos pés.
Sãoo conhecidas 38 pistas de saurópodes e 2 de terópodes. Numa das camadas há 7 pistas paralelas de pequenos saurópodes que testemunham a passagem de um grupo de herbívoros e esses trilhos paralelos de saurópodes são evidência desse comportamento. Atrás desta manada passaram três grandes saurópodes, porque há marcas de sobreposição das suas pegadas às dos mais pequenos.
As marcas de pés de saurópodes e de terópodes, aqui conservadas, são bem reveladoras da anatomia dos pés destes animais.
A classificação ocorreu com a publicação do Decreto Regulamentar 20/97 de 07.maio e ocupa uma área de 7.09 ha.

Um pouco afastado das outras jazidas do cabo espichel no concelho de Sesimbra, este geossitio encontra-se na freguesia do Castelo.
Contém cinco pistas com pegadas de saurópodes, numa pedreira desativada.e designada de Avelino.
Esta classificação ocorreu também com a publicação do Decreto Regulamentar 20/97 de 07.maio e ocupa uma área de 7.09 ha.

Os afloramentos jurássicos do cabo Mondego constituem um conjunto de excecional importância, nacional e internacionalmente reconhecida.
Para além dos elevados valores presentes nos domínios da paleontologia de amonites, da paleoecologia de ambientes de transição, da sedimentologia e da paleoicnologia dos dinossáurios,
Este monumento destaca-se , no domínio da estratigrafia, pois o perfil geológico da passagem aaleniano-bajociano, consagrado como estratotipo de limite pela International Union of Geological Sciences, constitui um padrão internacional de referência, que materializa e representa um limite específico do tempo geológico, o que acontece pela primeira vez em Portugal.
A qualidade exemplar do registo geológico dos afloramentos emersos e submersos, expostos de forma contínua e correspondendo a um intervalo de 50 milhões de anos, conjugada com a situação geográfica estratégica, que proporciona excelentes condições de observação e estudo, conferem ao cabo Mondego um valor científico, pedagógico e didático inexcedível, para além do seu grande interesse geomorfológico e notável qualidade paisagística.
A classificação ocorreu com a publicação do Decreto Regulamentar 82/2007 de 03 de outubro e ocupa uma área de 117,67 ha.

As Portas de Ródão tem imponentes caracteristicas geomorfológica localizada nas duas margens do rio Tejo, nos concelhos de Vila Velha de Ródão e de Nisa.
Este monumento destaca-se por uma garganta quartzítica imponente, escavada pelo rio nas cristas quartzíticas da serra do Perdigão, com um estrangulamento de 45m de largura.
Além do destaque que o geossítio das Portas de Ródão apresenta entre outros valores geológicos e paisagísticos, este local é interessante devido ao seu património natural. Este geossítio evidencia particularidades geológicas, geomorfológicas e paleontológicas. Também encontra-se nesta região um vasto património arqueológico desde o Paleolítico Inferior, testemunho de uma presença humana com centenas de milhares de anos, tal como vestigios paleontológicos.
A classificação ocorreu com a publicação do Decreto Regulamentar 7/2009 de 20 de maio e ocupa uma área de 965,38 ha.

O Monumento Natural Local do Canhão Cársico de Ota contém um património Natural, Histórico e Cultural do concelho de Alenquer, apresentando um conjunto de valores naturais relevantes, tais como, geológicos, faunísticos e florísticos.
Localizado entre Atouguia das Cabras e a aldeia da Ota, por onde drena a Ribeira da Ota, afluente da Ribeira de Alenquer e que conflui com esta, já na proximidade do rio Tejo. A Ribeira da Ota é uma afluente da Ribeira de Alenquer proximo do rio Tejo, sendo um curso de água que nasce na Serra de Montejunto e que percorre a Serra da Ota e devido à erosão flúvio-cársica das paredes verticais que formam atualmente o Canhão, são formadas também muitas cascalheiras em 2.5 km.
Este vale é um geossítio com relevância nacional que integra desde 2010, o Inventário Nacional de GeossítiosApresenta um vale escarpado, estreito e profundo com vertentes abruptas, resultado da ação erosiva do rio no calcário do Jurássico Superior.
As características geomorfológicas deste local e o seu excelente estado de conservação, mantém comunidades vegetais e elementos biológicos de grande importância para a conservação da biodiversidade.
A classificação ocorreu com a publicação do Edital 1073/2019 de 26 de setembro e ocupa uma área de 316.29 ha.

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